Resultado Mensal: Versa -4,6%, Fit -2,5%, CDI+1%, Ibov -2% (Fev+Mar 19)

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Resultados Long-Biased

31-jan-19 29-mar-19 Variação
Versa 7,55 7,20 -4,58%
Fit 1,05 1,02 -2,46%
CDI aa 6,4% 6,4% +0,96%
Ibovespa 97.394 95,416 -2,03%

 

O bimestre (Fevereiro-Março) foi caracterizado por incertezas acerca da aprovação da reforma da previdência, diante de embates entre os poderes executivo e legislativo. O índice Bovespa caiu -2,03%, o livro comprado do Versa sofreu queda de -6,4% e as opções de bolsa trouxeram prejuízo de -1,59%. A carteira de ações short (vendidas a descoberto) sofreu menos, contribuindo somente +0,07% no período.

Livro Posição Versa P&L Versa Posição Fit  P&L
Fit
Long 213,7% -6,4% 123,9% -3,40%
Short -146,0% +0,07% -87,5% +0.53%
Opç Bolsa 92,3% -1,59% 49,6% -0,81%
CDI +1,0% +1,0%
Taxas +2,3% +0,3%
Resultado -4,58% -2,46%

 

As maiores perdas do período vieram de ações de empresas ligadas à economia doméstica, que sofreram com a piora das perspectivas para a aprovação da reforma da previdência. VVAR3 caiu -30%, impactada também por uma redução da participação do acionista controlador (Grupo Pão de Açúcar) nas últimas semanas. As ações da Even caíram -11%, após a empresa divulgar um resultado abaixo do esperado no 4o trimestre de 2018, pressionado por distratos, baixas contábeis e provisões para contingências jurídicas.

A carteira short sofreu com a alta das ações da Linx, do Banco Inter e do IRB. A alta das ações da Linx demonstra o otimismo do mercado com a entrada da empresa no segmento de sub-adquirência, movimento com o qual temos uma visão mais cética dado o aumento significativo da competição nesse setor nos últimos meses. As ações do Banco Inter seguem desafiando os limites de valuation razoável. Acreditamos que o mercado está focando de mais no crescimento do número de clientes do banco e focando de menos no fraco potencial gerador de retorno dessa crescente base de clientes. As ações do IRB reagiram ao forte resultado do 4o trimestre, que trouxe uma taxa efetiva de imposto menor que o esperado para o trimestre.

Δ Ação Versa Fit
VVAR3 -29,7% -3,20% -1,73%
LINX3 +23,7% -1,56% -0,92%
BIDI4 +26,3% -1,53% -0,81%
IRBR3 +7,0% -1,49% -0,95%
EVEN3 -10,9% -1,25% -0,69%

maiores perdas em fevereiro-março

Os maiores ganhos do período vieram das ações da B2W, Trisul, Vale e CVC. As ações da B2W, nas quais estamos vendidos a descoberto, caíram -15,6% após a empresa reportar resultados aquém do esperado, com aumento do consumo de caixa a despeito de uma maior representatividade do marketplace no faturamento da Cia. A empresa e o mercado aguardavam, de forma errada em nossa visão, que o aumento da representatividade do marketplace desoneraria o resultado da B2W. No 4o trimestre, aconteceu o contrário. As ações da Trisul subiram +11,6% no período, reflexo da consistente melhora dos resultados operacionais e financeiros da Cia nos últimos trimestres. As ações da Vale tiveram bom desempenho no bimestre, subindo +11,9% e recuperando em parte as perdas causadas pelo rompimento da barragem da mina do córrego do Feijão no dia 25 de Janeiro. Aumentamos nossa posição em Vale após o rompimento da barragem por acreditar que o mercado interpretou de forma errada os impactos operacionais e financeiros do rompimento. Desde que a Vale paralisou ~90 milhões de toneladas de produção no estado de Minas Gerais, o preço do minério de ferro em reais subiu +23%. A alta do preço do minério de ferro reflete a retirada do volume de produção da Vale. A consequência do aumento de preço/redução de volume, por mais que pareça contra intuitivo, é benéfica para o resultado operacional da Cia, mesmo levando em consideração eventuais multas e indenizações relacionadas ao rompimento da barragem em Brumadinho. Por último, as ações da CVC caíram -14,5% e trouxeram ganho de +0,94% ao Versa, refletindo um ambiente mais desafiador para o turismo com a alta do dólar (+7,5%) no bimestre.

Δ Ação Versa Fit
BTOW3 -15,6% +1,58% +0,81%
TRIS3 +11,6% +1,26% +0,65%
VALE3 +11,9% +1,22% +0,63%
CVCB3 -14,5% +0,94% +0,54%

maiores ganhos em fevereiro-março